OnLive: Hands-On

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O OnLive, aquele sistema/serviço que renderiza jogos da atual geração nas nuvens, de maneira nenhuma é perfeito. Dito isto, devo dizer que estou chocado como ele funciona tão bem.

Eu acho que há duas principais preocupações passando pelas cabeças de todos que tenham ouvido sobre este troço: 1) a latência entre os seus controles e a ação operada na tela e; 2) qualidade da imagem. Apesar deste sistema ainda estar na fase pré-beta e estes dois aspectos estarem inferiores em relação à experiência possível com um console ou PC caseiro, eu ainda acho que o OnLive será de boa serventia para o gamer que não quiser desembolsar uma nota preta para comprar o hardware mais recente.

Eu joguei Bioshock usando a montagem no PC, o que envolvia um laptop Dell de aparência normal e um controle da Logitech. O jogo estava rodando a 80km de distância em um servidor em Santa Clara, EUA, e os tempos de load eram basicamente os mesmos em relação ao jogo no seu próprio PC.

Quando eu comecei a jogar eu notei um pequeno lag entre o controle e a tela. Só o suficiente para não dar aquela sensação de naturalidade, mas nada próximo de realmente depreciar a jogabilidade. Alguns ambientes (especialmente internos) eram mais responsivos que outros a ponto de você mal notar qualquer latência. Definitivamente não serve para os jogadores mais competitivos, mas para o cara que são;o quer jogar por algumas horas no fim de semana, está ótimo.

Quanto à imagem, há compressão e artifacting bastante notáveis rolando. Quando efeitos de foto e água dominavam a tela no Bioshock, você praticamente via quadrados em tudo quanto é lugar. O OnLive não faz rodeios sobre isso: eles dizem que são ossos do ofício, mas eles esperam que a qualidade fique melhor com o tempo conforme eles vão fazendo ajustes. Alguns dos ambientes e texturas internas se pareciam bastante com o que roda no seu próprio console, com algumas pequenas quedas na nitidez e claridade. Os screenshots abaixo não contam a história toda, mas dão uma ideia básica do que se deve esperar.

Eu também notei uns cortes no framerate, mas se foi provocado pelo streaming ou pelo servidor, não se sabe. Quanto a versão set-top do tamanho de um punho do OnLive, eu não cheguei a brincar com ele, mas eu diria que o desempenho era praticamente o mesmo comparado com o uso de um PC.

O OnLive diz que quando o serviço sair, eles planejam ter centros de dados próximos a todas as principais metrópoles dos EUA, o que é algo bastante vago (além de não dizerem nada sobre o serviço em outras partes do mundo), mas garante que as pessoas não rodarão os jogos em servidores do outro lado do país. Se eles conseguirão ou não dar suporte no país inteiro, ainda não se sabe, já que ainda está no início do desenvolvimento. Mas o OnLive parece ser uma solução de jogo digna da nossa atenção (e das nossas preces!)

Bioshock no Onlive

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por Spyke Postado em +News+

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