Cruel realidade brasileira’ vende Zeebo no exterior.

zeebo

Rua 25 de Março, em São Paulo. A foto mostra a Ladeira Porto Geral repleta de pessoas em busca das ofertas oferecidas naquele que é conhecido como um dos centros comerciais mais movimentados do país. Na palestra “Gaming for the Next Billion”, realizada no primeiro dia da Game Developers Conference 2009 pela Qualcomm para promover o console Zeebo, porém, a imagem ilustrou o mercado de games brasileiro, assolado pela pirataria e pelo mercado informal.

Centenas de produtores de todo o mundo assistiram a John Rizzo, CEO da Zeebo Inc, e Mike Yuen, diretor de games e serviços da Qualcomm, mostrarem o Zeebo como uma solução para colocar os mercados emergentes no mapa da indústria de games. Rizzo, ao exemplificar que o Wii, dentro dos padrões legais, sai pelo equivalente a US$ 1000 no Brasil, esclarece que seu videogame foi feito para a classe média, que não tem meios de comprar o console da Nintendo, tampouco um PlayStation 3 ou Xbox 360.

O preço para atingir as 800 milhões de pessoas do Bric que, segundo estudo do banco americano Goldman Sachs, até 2015 ganharão maior poder aquisitivo e integrarão a classe média, gira entre US$ 100 mil e US$ 350 mil. É o valor, segundo a Zeebo Inc., necessário para desenvolver um jogo de 25 MB, devidamente adaptado ao idioma e cultura locais – no caso, os de Brasil, Rússia, Índia ou China – e até do México, outro país na alça de mira da empreitada.
Os produtores presentes puderam conhecer, através de relatos e fotos, como funciona o comércio de jogos e softwares piratas na 25 de Março, por preços irrisórios e sem o devido combate das autoridades. Tudo para convencê-los de que há uma chance de tirar algum dinheiro dali – de preferência, um bocado.

Zeebo versus PS2

Revelado no final de 2008, o Zeebo, desenvolvido em parceria com a Qualcomm pela Zeebo Inc., braço norte-americano da Tectoy, será comercializado no Brasil a partir da próxima semana no Rio de Janeiro, cidade escolhida para o processo chamado de “VIP test”, revelou Reinaldo Normand, executivo da Zeebo Inc. durante a palestra. Nos meses seguintes, a intenção é expandir a comercialização para o resto do país.

Por que comprar um Zeebo ao invés de um PS2? Normand tem a resposta: “O consumidor pode adquirir jogos sem sair de casa, gastar dinheiro com ônibus e ainda arriscar-se a tomar chuva ou em meio à violência dos grandes centros”, em referência ao fato de o “videogame do Bric” ser capaz de baixar os jogos através da rede 3G, maximizando os ganhos dos publishers, que hoje “são igual a zero” em um mercado, até então, quase impossível de acessar.

Mas até agora, um dos maiores adversários do Zeebo nem é o ceticismo das pessoas em acreditar numa possível 4ª plataforma, e sim o dólar. Durante a palestra, o preço do Zeebo no Brasil foi anunciado como sendo o equivalente a US$ 199, o que no câmbio atual representaria, a grosso modo, em R$ 447, preço que está abaixo dos R$ 599, até então, oficiais, mas ainda longe do que a Qualcoom, Tectoy e Zeebo Inc. gostariam que custasse.

A palestra ainda revelou que o Zeebo virá com cinco jogos inclusos: “FIFA 09”, “Need for Speed”, “Treino Cerebral”, “Prey Evil” e “Quake”. No total, a ideia é contar com 30 jogos no lançamento do console, que deve acontecer de modo pleno até o próximo Dia das Crianças.

Além do Brasil, o Zeebo já tem data para chegar no México (2009), Índia e Leste Europeu (2010) e China (2011).

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por Spyke Postado em +News+

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